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9 de janeiro 2019 |

 


Chuvas irregulares e calor tiram do Brasil a chance de outra produção recorde

 

A irregularidade das chuvas e o calor que marcaram o mês de dezembro em alguns estados, com destaque para Paraná e Mato Grosso do Sul, tiraram do Brasil a chance de ter mais uma safra recorde de soja. Estimativa concluída nesta quarta-feira (09) pela AgRural aponta que a produção do grão no ciclo 2018/19 deve alcançar 116,9 milhões de toneladas, abaixo dos 121,4 milhões da estimativa anterior, divulgada em 30 de novembro, e do recorde de 119,3 milhões de toneladas colhido na temporada 2017/18.

A produção de 116,9 milhões de toneladas é baseada em área de 35,9 milhões de hectares (inalterada em relação à estimativa anterior e 720 mil hectares superior à do ciclo passado) e em produtividade de 54,3 sacas por hectare, contra 56,4 sacas na estimativa de 30 de novembro e 56,6 sacas na safra passada. Produtividade e produção serão revisados no início de fevereiro e podem ser reduzidos novamente caso as condições climáticas sejam desfavoráveis às lavouras nas próximas semanas.

 

Alerta foi dado um mês atrás
Depois do plantio mais rápido da história e de condições iniciais que apontavam chance de mais uma safra recorde no Brasil, a falta de chuva e o aumento das temperaturas passaram a preocupar os produtores do Paraná e de Mato Grosso do Sul, conforme alerta feito pela AgRural já no início de dezembro.

A redução de 4,5 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior – 2,5 milhões no Paraná, 1 milhão em Mato Grosso do Sul e 1 milhão nos demais estados – deve-se a perdas que se concentram em áreas  plantadas em setembro, com variedades de ciclo mais curto, cujas lavouras não aprofundaram suficientemente as raízes devido à umidade presente no plantio e desenvolvimento vegetativo e que durante a estiagem de dezembro atravessavam a fase decisiva de enchimento de grãos.

Menor produtividade desde 2015/16 no PR e MS
No Paraná, a produtividade média estimada neste momento pela AgRural é de 52,5 sacas por hectare – a mais baixa desde a safra 2015/16. Todas as regiões do estado foram atingidas pela estiagem e pelo calor, mas as maiores perdas se concentram no oeste, que planta mais cedo.

Para Mato Grosso do Sul, cujas perdas são mais severas em sua porção sul, a produtividade estimada neste momento é de 52,7 sacas por hectare – também a mais baixa desde 2015/16.

Perdas isoladas em Mato Grosso
Apesar de continuar sendo o destaque positivo da safra 2018/19, Mato Grosso também sentiu os efeitos da distribuição irregular das chuvas e das altas temperaturas de dezembro. Em alguns pontos, o excesso de chuva também causou perda de potencial. Por isso, a AgRural reduziu sua estimativa de produtividade média para o estado para 56,6 sacas por hectare – ainda em linha, porém, com o recorde obtido na safra passada. A expectativa de melhora da produtividade nas áreas que serão colhidas a partir de 15 de janeiro justifica a boa média esperada em Mato Grosso.

Ajustes pontuais
Outros estados que tiveram redução de produtividade foram Goiás e Rio Grande do Sul. Nos demais estados, os números de 30 de novembro foram em sua maioria mantidos e serão revisados em fevereiro. Merece atenção o baixo volume de chuvas previsto para as duas próximas semanas, que podem reduzir o potencial produtivo de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e também do Matopiba.

Colheita
As colheitadeiras já estão em campo em Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e pontos isolados de Minas Gerais e São Paulo. Os primeiros números de colheita da safra 2018/19 de soja serão divulgados pela AgRural na sexta-feira (11).

 

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Estiagem e calor também pesam sobre milho verão do Sul
As temperaturas altas e a distribuição irregular das chuvas também impactaram a produtividade da safra 2018/19 de milho verão no Sul do Brasil. As maiores perdas estão no Paraná, mas cortes também foram feitos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Não houve alteração nos números de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, que plantam mais tarde e terão revisão em fevereiro.

Produção do Centro-Sul muda pouco
Com os ajustes no Sul, a produção de milho verão do Centro-Sul do Brasil é estimada agora em 21,3 milhões de toneladas, contra 21,6 milhões na estimativa de 30 de novembro e 20,3 milhões de toneladas em 2017/18. A produção é baseada em área de 2,927 milhões de hectares (73 mil hectares acima da safra passada) e em produtividade média de 121,5 sacas por hectare, ante 123,5 sacas na estimativa prévia e 118,3 sacas no ciclo anterior.

Brasil
Combinando os números da AgRural para o Centro-Sul com as estimativas da Conab para o Norte/Nordeste, a produção de milho verão 2018/19 do Brasil fica em 27,1 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 26,8 milhões de toneladas de 2017/18.

 

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